terça-feira, 10 de setembro de 2013



Este blog surge da necessidade de defender a freguesia de S. Julião que recentemente foi humilhada e desapareceu simplesmente do mapa concelhio.

O processo de “de”reorganização das freguesias deixou marcas profundas no coração de muitos. Em muitos sítios houve o bom senso de os nomes não terem desaparecido através dum sistema de união das freguesias em que o nome da freguesia  ficou para perdurar.

Vários exemplos são dados aqui perto em Coimbra: como a União das freguesias de Taveiro, Ameal e Arzila ou freguesia de Coimbra que inclui Sé Nova, Santa Cruz, Almedina e São Bartolomeu.

No concelho da  Figueira da Foz deveria também ser seguido esse exemplo. União das freguesias de Alhadas e Brenha e por exemplo Freguesia da Figueira da Foz (que incluiria eventualmente as freguesias de S. Julião e Buarcos, mas não necessariamente essas ou só essas).

Mas não, alguns senhores iluminados, consideraram que se devia simplesmente eliminar S. Julião da Figueira da Foz (porque ainda existe S. Julião de Setúbal) e assim, anexar o território, vejam bem “anexar” o território de S. Julião. Buarcos que nunca foi cidade, anexar o principal território da cidade da Figueira da Foz.

Os partidos na cegueira de que as traições é que contam fizeram um acordo entre autarcas, Buarcos, Tavarede, S. Pedro e Lavos, que como dizia Saldanha Sanches são a principal fonte de “corrupção” deste país. 

Tavarede deixava de ser urbana e alargava as suas fronteiras, S. Pedro não era anexada por Lavos e Lavos não era extinta e alargava as suas fronteiras e, finalmente Buarcos, não urbana, anexava uma freguesia urbana, isto é a “aldeia” acabava com a cidade, com a promessa de que o próximo presidente desta freguesia faria frente à gestão camarária. Que mentes "doentes".

Solidariedade entre territórios, solidariedade entre freguesias, solidariedade entre Partidos. Treta! Para eles democracia, representação das populações e seus interesses, gestão do território ao serviço das populações são meras figura de retórica. O que interessa é influência é manter o seu nome a todo o custo mesmo que isso signifique acabar com tudo até a identidade da cidade.

O desenvolvimento económico de São Julião da Figueira da Foz provocou mesmo a transferência para o local, da Câmara de Tavarede, em 1770. Por isso, em nome dos que de uma forma digna representaram os interesses da freguesia de S. Julião, povoado anterior à época luso-romana, após o 25 de Abril, Carlos Gonçalves, Luís Ratinho , Jorge Lobo, Gil Ferreira, Vítor Coelho  e Góis Moço, Lançamos um grito de revolta e de protesto como S. Julião foi tratada e apelamos para que todos, no próximo ato eleitoral, demonstrem de uma forma clara o seu descontentamento.

3 comentários:

  1. Já era tempo de aparecer um blog em defesa de S. Julião. Eu por mim vou demonstrar o meu descontentamento no próximo ato eleitoral

    ResponderEliminar
  2. É uma vergonha a forma como foi tratado S. Julião. Como é possível acabar com a freguesia.

    ResponderEliminar
  3. Os Velhos do Restelo estão a aparecer. Enquanto andaram em negociatas, elementos do PS e outros às escondidas, com correrias para Lisboa levando outros, atraiçondo-os com o seu desconhecimento. Agora que já sabem algumas verdades nem os apoiam. Para que isto aconteça vão ler a cartilha de São Julião (Presidente) e façam-lhe a pergunta!!!

    ResponderEliminar