Como considero importante o conhecimento da história, no sentido de preservar o património imaterial de S. Julião a seguir transcrevo alguns apontamentos sobre o nosso passado.
Breve historial da Figueira da Foz
A cidade é recente, 1882, mas seguiu-se à natural evolução
de antiquíssimo povoado, anterior à época luso-romana. Vários vestígios
arqueológicos estão expostos no Museu Municipal Dr. Santos Rocha que confirmam
a presença do Homem nos períodos mesolítico e do neolítico na região,
particularmente ao longo da cumeada da serra da Boa Viagem, desde a capela da
Santo Amaro à Bandeira e serra dos Castros. Existem vestígios provenientes da
rua 10 de agosto, bairro do Monte, do vale das Abadias e da praia de banhos.
Sinais da presença de fenícios, cartagineses, árabes, normandos
e gregos foram encontrados em
povoados nas margens do rio Mondego, Santa Olaia e Negrote, que comprovam
outras formas de ocupação, baseadas sobretudo no comércio, que se estabeleceu
ao longo da costa .
Também o período luso-romano está documentado,
encontraram-se denários romanos na Ladeira da Lomba e no Passeio Infante D.
Henrique, um bronze com a legenda “Urbs Roma”, do século IV, e restos de
cerâmica próximo de Emide . Toda a região que circunda a cidade tem revelado um
intenso povoamento, desde a época do neolítico. Segundo Santos Rocha é possível
estabelecer uma zona envolvente de civilização primitiva que, partindo da atual
cidade “pelo lado oeste, seguindo pela praia dos banhos e por Buarcos, vá para
o Norte passar algumas dezenas de metros a Poente da Capelinha de Santo Amaro
da Serra, e daí pelas pedras da Bandeira, Quiaios, sítio das Covas, ao norte de
Brenha. Outeiro-Lima, a leste, Alhadas, Camarido e Santo Amaro da Boiça,
curvando desta última povoação para Maiorca, indo até ao Mondego e voltando
depois pela margem direita até ao ponto de partida.
O primeiro povoado da Figueira, o “povoado de S. Julião” e a
sua igreja, foi assolado pelos sarracenos no ano de 717 e encontra-se descrito,
de forma sumária, na doação do Abade Pedro à Sé de Coimbra, de 1096, onde se
fala das casas necessárias que edificara , bem como das boas torres que as protegeriam. Simultaneamente,
reedificara a Igreja de S. Julião, verdadeiro polo aglutinador do futuro
povoado, a pedido do Conde D. Sesnando, governador de Coimbra e de toda a terra
de Santa Maria. As herdades da Figueira encontravam-se situadas a poente
daquela Igreja. O povoado nasceu a seus pés num ponto elevado mas próximo do
estuário. Do lado Poente, a “enseada da Fonte” e o “paul do Governador”, perto
da fonte, atual Vale das Abadias, e a Nascente a “enseada da Ribeira”, atual
praça General Freire de Andrade, ex-praça Velha. Situadas a nascente de S.
Julião, as outras herdades com ela confinante perdem a denominação de
Tamargueira. Deste modo, a Figueira teria crescido pelo pequeno monte que
descia para o rio, prolongando-se até às planícies da Salmanha e ao cimo do
Viso. Não passava ainda, contudo, de uma povoação “inorgânica”.
O estuário do Mondego estendia-se, embora já com a
Morraceira, até Montemor-o-Velho, num verdadeiro mar interior. E a navegação
internacional frequentava os então portos flúvio-marítimos de Verride, Lavos,
Santa Olaia, Soure, Montemor e ia mesmo até Coimbra, onde chegavam com
frequência as barcas de pesca vindas do mar.
O povoado tinha importância económica, devido ao seu porto
de mar e produção de sal principal produto de exportação, geo-estratrégica,
pelo acesso a Coimbra e área económica circundante por via fluvial e pela
defesa da embocadura do rio.
Em 1191, o couto de Tavarede é entregue ao Cabido, da Sé de
Coimbra, e o povoado de Tavarede por ser o de maior importância detinha a
chefia administrativa e económica das herdades que possuía na região. O núcleo
populacional de S. Julião integra o couto e em 1312, devido à exiguidade dos
rendimentos da Igreja de S. Julião, vem a ser afetada ao Cabido da mesma Sé.
Em 1237, é feita a concessão dos lugares da Figueira, a
Domingos Ioanes, Martinho Miguel e Martinho Gonçalves, pelo cabido da Sé de
Coimbra.
Em 1339 designava-se “logar da Figueira, na foz de Buarcos”,
humilde povoação, fundada pelos servos do Cabido de Coimbra.
Em 1390 o Papa Bonifácio IX envia Bulla para o Reino,
confirmando as Igrejas da Figueira.
A povoação foi crescendo significativamente para Nascente,
paralelamente ao Mondego e mais timidamente para Poente, vencendo o obstáculo
do “Paúl do Governador” e instalando-se ao longo da parte inicial do caminho
para Buarcos, sensivelmente a atual rua da Fonte e a zona imediatamente
envolvente.
O movimento mercantil era importante, exportando-se vinho e
outras mercadorias de Coimbra para outros portos portugueses, sendo que nessa
época aquando das cortes em Coimbra os navios partiam do porto da Figueira.
Só posteriormente ao século XVI principia a ser citada a
Figueira da Foz do Mondego. Em 1522, piratas atacam e saqueiam a costa da
Figueira e de Buarcos. D. João III nomeia para feitor da alfândega de Buarcos o
fidalgo espanhol António Fernandes Quadros, senhor da Casa de Buarcos e de Vila
Verde que se estabelece em Tavarede com a família e que dispunha de importantes
ligações na Corte, organizando um vasto domínio senhorial, alojaram-se num Paço
com janelas manuelinas e uma torre altaneira e negaram-se a pagar os
laudémios em dívida ao Cabido da Sé.
Em 1527, por iniciativa de Frei António e com o subsídio do
padroeiro António Quadros, foi construído o Convento de Santo António, em cujo
arco da Capela-Mor em cima o brasão de armas do seu padroeiro, em estilo
manuelino e renascentista.
Em 1580 foi objeto de grandes violências e roubos por
soldados de Filipe II, a pretexto de descobrirem o paradeiro de D. António,
prior do Crato. Alguns anos mais tarde, em 1602, foi Buarcos assaltado por
piratas ingleses que vieram também saquear a Figueira, fortificando-se no
Convento e no Forte de Santa Catarina.
O forte e Capela de
Santa Catarina, isolado em relação à Vila, do lado Poente e cuja data de
construção se presume tenha sido no século XVI, nos reinados de D. Sebastião e
do cardeal D. Henrique, perante as frequentes arremetidas dos corsários nas
costas portuguesas.
A atividade comercial portuária da Figueira da Foz
intensificou-se significativamente a partir de 1640 , bem como a indústria da
construção naval e da tanoaria, pela abertura aos mercados estrangeiros , dada
a liberdade então concedida e a permissão de livre-trânsito de mercadorias
dentro do Reino, destacando-se, o peixe, o sal, madeira, cal, vinhos e
aguardentes e ainda frutos e cereais. Este desenvolvimento acentuou-se no
século seguinte, possibilitando a acumulação de riqueza, o crescimento
demográfico da povoação que deve ter decuplicado entre 1603 e 1800 e o
alargamento do seu espaço físico.
Até finais do século XVII e princípios do XVIII, a área
ocupada pela Figueira da Foz não ultrapassava a praia da Fonte, pelo lado
ocidental e a praia da Reboleira, pelo lado oriental, hoje praça 8 de maio. O
espaço construído e habitado situava-se quase integralmente a Sul e a Sudeste
da igreja de S. Julião.
Mais tarde, e face ao litígio com a família Quadros, o
Cabido requereu em 1759 a transferência da Câmara de Tavarede para a Figueira que
só se veio a verificar com a elevação da povoação a vila em 1771, face ao
grande desenvolvimento do lugar sobretudo a partir de meados do século XVIII,
com o comércio marítimo e a construção naval que possibilitaram a acumulação de
riqueza e o aumento da população, e por ação direta do Marquês de Pombal contra
os interesses do Cabido que tinham perdurado durante oito séculos. Entretanto,
foi criado nesta vila o lugar de “Juiz de Fora” que tinha por distrito os
coutos de Maiorca, Alhadas, Quiaios, Tavarede, Lavos e as vilas de Buarcos e
Redondos e os concelhos situados a sul do rio Carnide ou do Louriçal, junto ao
Moinho de Almoxarife.
Em 1773, o povoado à volta da igreja de S. Julião tinha-se
expandido para Nascente, ao longo do Rio e praticamente nada para a colina onde
hoje existe o Bairro Novo, com exceção da rua da Fonte, já então definida, bem
como do caminho para a Serra e Quiaios. Ao longo do século tinham-se unificado
os casais que circundavam o núcleo base da Figueira - Paço, Abadias, Vale de Lamas -, formando uma
só povoação com 360 moradores.
Os finais do século XVIII assistem a uma crescente
edificação e consequente ampliação da área urbana, acompanhada de um aumento da
circulação da propriedade, indicadores seguros do crescimento económico que o
movimento comercial e marítimo proporcionava.
A população média da Figueira que, no século XVII, passara
de 373 para 763 habitantes, inicia, na centúria seguinte, uma curva ascendente
que, de 915 habitantes, estabiliza nos cerca de 2 000 habitantes em data próxima da elevação a vila. Entre 1781
e 1796, verifica-se um novo surto demográfico superior a 50 por cento, pelo que
em 1 800 a população contava 3 800 almas, distribuídas por cerca de 1 000
fogos.
Em 1773 é iniciada a exploração das minas de carvão da mina
Focinho da Figueira . O comércio marítimo atingiu o seu apogeu por volta de
1804 -1807, tendo depois evoluído ao sabor da conjuntura e recomposto a partir
da década de 40 do século seguinte.
Em dezembro de 1807 o Forte de Santa Catarina foi ocupado
por uma guarnição pertencente ao exército de Junot. Em 15 de março de 1808 as
tropas invasoras comandadas por Junot dominam toda a região entre Coimbra e
Figueira da Foz. A 27 de Junho é tomado o Forte de Santa Catarina aos franceses
pelo grupo de voluntários liderados pelo académico Bernardo António Zagalo. Entre
1 e 3 de agosto foi feito o desembarque do exército de Wellesley, futuro duque
de Wellington, na costa de Lavos, com 13 000 homens.
Em 1810, uma epidemia assola a região da Figueira, originada
pela grande aglomeração de famílias fugidas do exército francês.
Em 1822 morre Manuel Fernandes Tomás.
A partir de 1860 , a Figueira, sofreu um grande desenvolvimento
e alterou a sua fisionomia com a renovação do seu parque habitacional e a sua
expansão em direção ao mar, por um lado e na direção Este por outro.
A Companhia Edificadora Figueirense será fundada em 1868
tendo por objetivo a construção de um novo bairro que sirva essencialmente para
possibilitar a estadia a um maior número de banhistas.
Erguido numa área situada entre o Forte de Santa Catarina e
o Vizo, o modelo urbanístico inicial pretendeu seguir os modelos das estâncias
francesas de Arcachon e Biarritz.
A primeira construção, em alvenaria, surge por volta de
1868, nela se reconhece o Casino Mondego, transformado posteriormente em Hotel
Portugal.
Em 1890 o bairro apresentava já 12 largas ruas, que de forma
linear rasgavam a área em vários sentidos, zona onde a Companhia Edificadora Figueirense
ainda detinha uma vasta área de terrenos para venda.
Esta estrutura urbanística vai “desenhar o futuro da cidade,
enquanto centro turístico”, aglomerando no seu interior tudo o que os turistas necessitavam,
próxima do mar, alojamento, casas de jogo e diversão, lojas de comércio
consentâneas e dirigidas a uma clientela de tendências burguesas.
Em 1874, é construída uma ligação ferro carril entre o Cabo
Mondego e o cais de embarque da vila. Nas décadas de 70 e 80 o comércio
intensifica-se com o centro do país e com o exterior , aparecendo algumas
indústrias bastante dinâmicas e
transformando-se a Figueira, nesta época, numa estância balnear. O final do
século XIX e princípio do XX é um período de intensa atividade social,
política, cultural e económica.
A Figueira nasceu e cresceu sem plano definido , como de
certo modo se pode dizer de todas as antigas vilas portuguesas e desenvolveu-se
à volta de dois pontos fundamentais que durante séculos haviam de dominar o
povoado e orientá-lo – “a Igreja Matriz” e o “Cais”.
A linha do “Americano” surgiu em Setembro de 1875 e circulou
até 1930. Mandada construir pela Empresa das Minas de Carvão do Cabo Mondego,
através de Alvará, concedido em 13 de Outubro de 1900, passaria a funcionar a
vapor, deixando ser efetuado por tração animal.
As carroças, as populares jardineiras (charrete com dois
bancos e capota de pano colorido, com franjas), complementavam os restantes
meios de transporte urbanos, utilizados nas primeiras décadas do século passado
até a chegada do automóvel.
Outro complemento importante em termos de acessibilidades,
marco importante e fator coadjuvante na profusão das elites e restante
população coimbrã durante a época de banhos, conjugara-se pela abertura da nova
estrada entre a Figueira da Foz e Coimbra, em 1871.
Embora anterior à ligação ferroviária, a nova estrada rompia
“significativamente com o isolamento da Figueira” na época, reduzindo a viagem
entre as duas cidades a quarenta e nove quilómetros, distância que as diligências
transpunham em cerca de cinco horas de viagem.
Em 20 de setembro de 1882 é elevada a cidade e inaugurado o
ramal Figueira da Foz – Pampilhosa, da linha da Beira Alta, ligando a Figueira diretamente
a Espanha. Em 1884 é construído o Theatro Circo Saraiva de Carvalho, atual
Casino Peninsular, em homenagem ao ministro das Obras Públicas, do tempo de D.
Luís I, com capacidade para 3 400 espectadores e ocupando um espaço de 4 000
m2.
Em termos práticos, a Figueira da Foz é a primeira cidade
portuguesa onde surge uma estância balnear de relevo entre os finais do século
XIX e a primeira metade do século XX.
Em 22 de agosto de 1889 a água correu pela primeira vez nas
canalizações das casas da Figueira da Foz, corria em mais de 400 casas
figueirenses. A população mais pobre não a podia pagar e continuava a valer-se
das fontes disponíveis: da do Largo da Fonte e da Várzea (não sabemos se se
mantinham cativas as da Bica e a de Stº António), embora estas estivessem
também inquinadas.
Em 1889 foi criada a Escola Industrial e em 1932 o Liceu
Municipal.
O Museu Municipal foi fundado em 1894,onde recebeu o nome de
um dos seus maiores colaboradores, o Dr. Santos Rocha, que dedicou parte da sua
vida ao estudo da arqueologia na Figueira da Foz e que viria a ser o seu
primeiro diretor.
Enquanto crescia a reputação da Figueira da Foz como
estância balnear, devido ao assoreamento do porto e barra, iniciou-se um
período de decadência do seu comércio e indústria com alguns períodos de
recuperação, em especial no final do século XIX e durante as duas Guerras
Mundiais.
Em 1906 foram abertas à circulação as duas pontes que ligam
a margem norte e sul do rio Mondego através da Morraceira contra a vontade dos
interesses da exploração das barcas de passagem.
Nas primeiras décadas do século XX, o tratamento
Hidroterápico teve grande importância, tendo funcionado os banhos da Vila Mar,
no Alto do Viso, e os banhos do Paul, no Largo Dr. Pereira das Neves.
A arborização da serra da Boa Viagem foi iniciada em 1914 e
em 1934 foi construído o cais portuário do Trapiche.
Em 1920 foi construída uma fábrica de vidros na ilha da
Morraceira.
No verão de 1921, no bairro Novo, bairro turístico por
excelência, foi inaugurada a luz elétrica e em 1922 já tinha chegado a
praticamente todas as ruas da cidade da Figueira da Foz. Nesse mesmo ano, foi
instalada a Comissão de Iniciativas de Turismo da Figueira da Foz que muito
veio a contribuir para a promoção e divulgação do turismo figueirense, tendo
criado uma secção de polícia de trânsito e de turismo, com cinco guardas de
polícia.
O Casino da Figueira da Foz foi inaugurado em 1927, sendo
assim o mais antigo casino da Península Ibérica.
O “Americano” cedo abandonaria a exclusividade, pois a
crescente população balnear levou que a referida companhia passasse a explorar
a linha como transporte urbano, permitindo a sua utilização pela população
autóctone e pelos forasteiros. Com partida da estação ferroviária, seguia em
direção ao Bairro Novo, prosseguindo para Palheiros, Buarcos, até ao cabo
Mondego, onde possibilitava o acesso à Serra da Boa Viagem.
Este meio de transporte, que marcaria a paisagem urbana e o
imaginário das férias passadas na Figueira da Foz, terminaria a sua vida útil
no início dos anos Trinta, quando surgiram as primeiras empresas de camionagem.
Em 1937 a Figueira possuía 7 hotéis e 14 pensões, com um
total de 590 quartos. Nos começos da década de 40, dispunha de 900 casas, para
arrendar a veraneantes, das quais 360, em Buarcos.
Em 1940 foi fundado o Estaleiro Naval do Mondego.
Entre 1942 e 1945, construiu-se a atual Av. 25 de Abril,
marginal oceânica, e em 1943 a Torre do Relógio, marca distintiva da cidade
turística dos finais do século passado. O arquiteto responsável pela sua
construção foi João António de Aguiar. Em 1942, na Figueira da Foz,
registavam-se 900 prédios para arrendar a turistas, com 5 328 divisões, 28
hotéis e pensões, com 663 quartos, e em Buarcos, os prédios para arrendar eram
364. Um aumento de 617% dos prédios para arrendar e 448% de quartos de hotel em
relação ao ano de 1879.
Nos anos 40, a “Papelaria Havanesa”, situada no Bairro Novo,
foi o local emblemático no estabelecimento de contactos sociais privilegiados
entre os turistas/refugiados e as elites locais, onde os irmãos Alves, vice-cônsules
da Bélgica e da Grã -Bretanha, prestaram “auxílio a muitas famílias de
refugiados da Europa Ocidental e Central”.
Ali opera “um escritório de informação, que funcionava na dependência
da Repartição de Turismo”, que disponibilizava “informação fidedigna o melhor
acolhimento” e onde “dispuseram de espaço, maquinaria e material de escrita” que
lhes permitiu reencontros e a sobrevivência.
O Grande Hotel foi inaugurado em 1953 possuindo 110 quartos,
distribuídos por cinco andares.
É na segunda metade do século XX, que a atividade turística
sofre um novo desenvolvimento com a construção, além do já referido Grande
Hotel, atual Mercure, da Piscina Praia, do Parque de Campismo, Hotel
Wellington, Hotel Costa de Prata I e II, Aparthotel Atlântico,
Hotel-apartamentos SottoMayor e Hotel Atlântida.
Na Piscina Praia, com água diretamente colhida do mar - a
respetiva bomba encontrava-se instalada junto ao Forte de Santa Catarina-, com
a tubagem sob a Avenida 25 de Abril, realizaram-se importantes competições de
natação, campeonatos nacionais e internacionais, e de polo aquático,
destacando-se como corolário dessas manifestações desportivas, etapas dos Jogos
Luso-Brasileiros.
Em agosto de 1961 é realizado o III Festival da Canção na
Figueira da Foz.
O plano regulador da cidade, de 1963, propunha como
principal zona de expansão habitacional a área norte/poente, entre o bairro
Novo e Buarcos, a zona oriental era destinada à expansão industrial e
portuária, na Baixa e na marginal do Mondego acentuava-se o carácter do centro
comercial e cívico e no bairro Novo o centro turístico.
Em 1967 a Celbi arrancou com a produção de pasta solúvel,
destinada ao fabrico de fibras têxteis, sendo, então, de 80.000 toneladas a sua
capacidade máxima.
O Festival Internacional de Cinema da Figueira da Foz teve a
sua primeira edição em 1972, tendo sido realizado pela última vez em 2002.
Em 1976, a Figueira da Foz possui 1 613 camas hoteleiras,
acolhendo 25 330 hóspedes nacionais e 3 953 hóspedes estrangeiros, num total de
215 604 dormidas, representando uma taxa de ocupação de 36,6%.
A Gala Internacional dos Pequenos Cantores da Figueira da
Foz, festival infantil de música foi realizado a partir de 1979, ano
internacional da criança. Realizado com alguma regularidade terminou em 2001,
tendo no ano de 2013 voltado a realizar-se.
A Figueira da Foz foi palco do Mundialito de Futebol de
Praia entre 1997 e 2004.
Em 1982 foi inaugurada a nova ponte sobre o braço norte do
estuário do Mondego.
Em 1995, foi aprovado o Plano Diretor Municipal, instrumento
de ordenamento urbanístico do concelho da Figueira da Foz.
Em 2001 a população residente em S. Julião era de 10 848
habitantes.
Em 2002 foi inaugurado o CAE – Centro de Artes e Espetáculos
da Figueira da Foz.
Em Outubro de 2009, foi realizado um Enduro, campeonato mundial de motociclismo
fora de estrada.
Em 2011 a população residente em S. Julião era de 9 686
habitantes, as famílias 4 356 e os alojamentos familiares 9 160.
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