Para lembrar a importância de S. Julião, que se confunde com
a cidade da Figueira da Foz, venho aqui
relembrar alguns dados históricos adaptados dos “Elementos subsidiários para o
estudo do concelho da Figueira da Foz : história local (1080-1822)”.
O que se procura demonstrar é a importância e a autonomia de
S. Julião que até aos anos 60 se confundia com os limites da cidade e que depois
dessa data agregou algumas das povoações
vizinhas.
Aqui transcrevo um texto elucidativo de Aníbal José de Matos,
publicado no seu blog; http://anibaljosedematos.blogspot.pt.
Segunda-feira, 31 de Março de 2008
Figueira da Foz
Os limites da Cidade
da Figueira da Foz
Para quem gosta de saber, para quem já se esqueceu, para
quem nunca soube ou para quem anda distraído, aqui fica, textualmente, o
Decreto n.º 45 638, de 4 de Abril de 1964, que estabelece os limites da CIDADE
da Figueira da Foz:
Por exemplo, fica-se a saber, por este Decreto, que a
Avenida do Brasil, embora pertencendo à freguesia de Buarcos, faz parte não
apenas do concelho mas da própria Cidade da Figueira da Foz e não da Vila de
Buarcos:
"Artigo único: Os limites da cidade da Figueira da Foz
são definidos por uma linha que, partindo da praia de Buarcos, no extremo do
muro norte poente do cemitério daquela freguesia, acompanha o referido muro até
cruzar com o caminho de D. Maria, daqui seguindo, em linha reta, até à célula
do lado norte do reservatório de abastecimento de água à mesma freguesia; deste
ponto, infletindo ligeiramente para leste, continua até atingir a estrada
municipal n.º 596, ao quilómetro 7,600; prossegue depois até ao cunhal norte do
muro do cemitério de Tavarede, donde progride para sudeste, encontrando a
estrada municipal n.º 597 ao quilómetro 3,000; inflete para sul, sempre em
linha reta, até se cruzar com a via férrea do ramal da Pampilhosa, ao
quilómetro 1,000; daqui desvia-se novamente para sudeste atingindo o marco
geodésico de Vila Verde; deste ponto, infletindo para sudoeste, continua até ao
marco geodésico denominado "Gramatal", situado na margem direita do
Rio Mondego; prossegue para oeste, acompanhando a referida margem até ao pontão
na Salmanha, na estrada municipal n.º 600; volta a infletir para sudoeste,
atravessando o Rio Mondego e alcançando o eixo do tramo central da ponte do
braço sul do mesmo rio; sofre novo desvio para sudeste até encontra a entrada
do Esteiro dos Armazéns; retoma a orientação sudoeste, cruzando-se com a
estrada municipal n.º 109, ao quilómetro 133,000, donde continua contornando o
limite do perímetro florestal da Costa de Lavos, até ao mar; daqui, infletindo
para norte, acompanha a orla marítima até atingir o ponto onde se iniciou a
presente descrição."
Afinal, a Cidade da Figueira da Foz é maior do que muitos
pensavam (e pensam...)
Publicada por ANÍBAL JOSÉ DE MATOS à(s) 21:03
ALGUMAS DATAS HISTÓRICAS ATÉ 1882, DATA DA ELEVAÇÃO DA
FIGUEIRA DA FOZ A CIDADE
1080: Estabelece-se em S. Julião o Abade Pedro, (enviado
pelo Conde Sesnando) com o objetivo de restaurar e povoar as terras devastadas
durante a Reconquista, e reconstruir a igreja.
1096: O Abade Pedro manda construir casas junto à Igreja de
S. Julião da Foz do Mondego.
1237: Concessão dos lugares da Figueira, a Domingos Ioanes,
Martinho
Miguel e Martinho Gonçalves, pelo cabido da Sé de Coimbra.
1390 :O Papa Bonifácio IX envia Bulla para o Reino,
confirmando as Igrejas da Figueira.
1522: A costa figueirense ´é assolada por piratas. São
saqueadas casas, pessoas e bens de Igreja.
1585: Nasce a ideia da construção do Forte de Santa Catarina
para a defesa da barra.
1602: A Figueira da Foz é assolada por piratas. A povoação é
saqueada, as igrejas são profanadas e o forte de Santa Catarina é ocupado.
1640: A aclamação pública de D. João IV de Portugal é feita
nas ruas da Figueira da Foz.
1643: Foram iniciadas obras de reforço no Forte de Santa
Catarina, quando foi aumentada uma das cortinas da fortificação e ampliando-lhe
a artilharia para 15 peças de diferentes calibres.
1701: É iniciada a construção de uma nova Igreja Matriz da
Figueira da Foz.
1770—A Câmara de Tavarede transferiu-se para a localidade da
Figueira da Foz devido ao seu desenvolvimento económico.
1771: A Figueira da Foz é elevada à categoria de Vila por D.
José I.
1807: (Dezembro) O Forte de Santa Catarina encontra-se
ocupado por uma guarnição pertencente ao exército de Junot.
1808: (15 de Março) As tropas invasoras comandadas por Junot
dominam toda a região entre Coimbra e Figueira da Foz. (A 27 de Junho) É tomado
o Forte de Santa Catarina aos franceses pelo grupo de voluntários liderados
pelo académico Bernardo António Zagalo. (Entre 1 e 3 de Agosto) Desembarque do
exército de Wellesley, futuro duque de Wellington, na costa de Lavos, com
13.000 homens.
1810: Uma epidemia assola a região da Figueira, originada
pela grande aglomeração de famílias fugidas do exército francês.
1822: Morre Manuel Fernandes Tomás
1882: Elevação da Figueira da Foz a cidade
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