Porquê, neste momento?
Porquê lançar a discussão para defender S. Julião como
freguesia, neste momento?
Por várias razões. A primeira é porque as competências das
freguesias quer sejam rurais ou urbanas são todas iguais, a diferença
fundamental está na transferência de competências, feita através de protocolos,
pelas Câmaras.
Lisboa tem freguesias, são urbanas, Coimbra tem freguesias,
são urbanas. Vão dizer às populações que as suas freguesias não são precisas
para nada, como o discurso de alguns iluminados deste concelho, e verão a
resposta.
Um dos problemas de S. Julião foi sempre o de que a Câmara
nunca quis transferir muitas competências à freguesia da sede do concelho.
A freguesia pode gerir os cemitérios, os mercados, fazer
reparações nos passeios, tomar conta dos espaços ajardinados. Isto só para
referir algumas das competências que lhe podem ser transferidas, como é feito
em muitas das freguesias urbanas por esse país fora.
Várias razões podem ter estado na origem dessa decisão. Cultura
de centralismo, o partido que estava à frente da Câmara era diferente da
freguesia, receitas que não queriam transferir, etc.
Mas porquê esta discussão, neste momento?
Porque se aproximam eleições e vai ser muito importante quem
estiver à frente dos destinos da freguesia. Se lá vai ter representantes de S.
Julião, que possam defender os interesses da sua população e do seu território. Se têm sensibilidade para apoiar os carenciados como têm feito os vários executivos. Se conhecem bem o território e os problemas dos seus bairros, etc.
Tenho a esperança que o processo de extinção de S. Julião
seja reversível ou que o nome de S. Julião seja reposto.
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