sexta-feira, 13 de setembro de 2013



Porquê, neste momento?


Porquê lançar a discussão para defender S. Julião como freguesia, neste momento?

Por várias razões. A primeira é porque as competências das freguesias quer sejam rurais ou urbanas são todas iguais, a diferença fundamental está na transferência de competências, feita através de protocolos, pelas Câmaras.

Lisboa tem freguesias, são urbanas, Coimbra tem freguesias, são urbanas. Vão dizer às populações que as suas freguesias não são precisas para nada, como o discurso de alguns iluminados deste concelho, e verão a resposta. 

Um dos problemas de S. Julião foi sempre o de que a Câmara nunca quis transferir muitas competências à freguesia da sede do concelho.

A freguesia pode gerir os cemitérios, os mercados, fazer reparações nos passeios, tomar conta dos espaços ajardinados. Isto só para referir algumas das competências que lhe podem ser transferidas, como é feito em muitas das freguesias urbanas por esse país fora.

Várias razões podem ter estado na origem dessa decisão. Cultura de centralismo, o partido que estava à frente da Câmara era diferente da freguesia, receitas que não queriam transferir, etc.

Mas porquê esta discussão, neste momento?

Porque se aproximam eleições e vai ser muito importante quem estiver à frente dos destinos da freguesia. Se lá vai ter representantes de S. Julião, que possam defender os interesses da sua população e do seu território. Se têm sensibilidade para apoiar os carenciados como têm feito os vários executivos. Se conhecem bem o território e os problemas dos seus bairros, etc.

Tenho a esperança que o processo de extinção de S. Julião seja reversível ou que o nome de S. Julião seja reposto.

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